terça-feira, 3 de agosto de 2010

A morte (e o medo líquido)


Hoje lembrei de um livro que li há um pouco mais de um ano: Medo Líquido, do grande sociólogo Zygmunt Bauman. Durante todo o livro o autor fala do medo sob uma ótica da modernidade, em que tudo é tão passageiro, mutável e controlável (incluindo até mesmo os nossos medos).
Em um dos primeiros capítulos, intitulado "O pavor da morte" ele fala um pouco sobre esse medo que apavora a todos nós a medida que nos faz sentir vivos.

"O 'medo original', o medo da morte (um medo inato, endêmico), nós, seres humanos, aparentemente compartilhamos com os animais, graças ao instinto de sobrevivência programado no curso da evolução em todas as espécies (ou pelo menos naquelas que sobreviveram o bastante e, portanto, deixaram registrados traços suficientes de suas existências). Mas somente nós, seres humanos, temos consciência da inevitabilidade da morte e assim também enfrentamos a apavorante tarefa de sobreviver à aquisição desse conhecimento - a tarefa de viver com o pavor da inevitabilidade da morte e apesar dele. Maurice Blanchot chegou a ponto de sugerir que, enquanto o homem sabe da morte apenas pode ser homem, ele só é homem porque é a morte no processo de devir". Zygmunt Bauman

2 comentários:

Alexandre Sch.P disse...

Minha querida,te dou parabéns pelo seu comentário pois o mesmo está uma maravilha e também está muito fiel ao livro "Medo liquido," que foi escrito por esse grade sociólogo que é o Zygmunt Bauman, o qual tenho grande apreciação. Meu nome é Alexandre e sou de filosofia, do instituto santo Thomas de Aquino.Será que podemo manter contato? te deixo o meu e-mai: alexandrehawai@gmail.com, muito obrigado pela sua atenção.

Através do Medo disse...

Olá, Alexandre!
Em primeiro lugar, peço desculpas pelo grande atraso na resposta. Por motivos pessoais - e também profissionais - deixei de atualizar este blog e hoje, ao entrar hoje, me surpreendi com alguns comentários.
Agradeço às palavras e podemos sim manter contato. Enviarei um email.
Abraços!

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